O nome tricotilomania pode soar estranho para você, mas, essa desordem comportamental é mais comum do se pensa.

 

Se pararmos para observar as pessoas ao nosso redor vamos perceber que algumas delas apresentam um sinal de comportamento repetitivo focado no corpo, as chamadas manias. 

 

Pessoas que sofrem desta desordem realizam repetidamente atividades que envolvem o corpo como, por exemplo:

  • roer unhas,
  • morder os lábios, 
  • morder a parte interna da bochecha,
  • arrancar as laterais das unhas,
  • cutucar ou mexer outras partes do corpo, como orelhas.

 

Outro comportamento repetitivo envolve os cabelos e recebe o nome de tricotilomania. 

 

Nesse post vou explicar o que é essa desordem e como deve ser tratada. Continue a leitura!

 

O que é tricotilomania?

 

O nome é derivado de termos gregos e para você entender o conceito e seus significados separei cada um deles, ficando assim:

  • trico, do grego significa cabelo, 
  • tilo, também do grego quer dizer puxar,
  • mania significa prática repetitiva. 

 

Juntando tudo quer dizer mania de puxar os cabelos, que, na prática, trata-se de uma desordem comportamental em que a pessoa não resiste à vontade de arrancar fios ou mechas do couro cabeludo, da sobrancelha ou dos cílios. 

 

Em alguns casos essa agressão acontece com outras partes do corpo e regiões como tórax, pernas, barbas e púbis têm seus pelos arrancados. 

 

Como acontece a tricotilomania?

 

Existem casos em que o paciente relata que puxa e arranca os cabelos de forma consciente, geralmente com a intenção de reduzir a ansiedade, estresse ou prazer. 

 

Alguns deles chegam a selecionar os fios que irão arrancar utilizando as mãos ou objetos para facilitar a retirada, nesse caso ela é chamada de tricotilomania focada.

 

Outros dizem que o fato ocorre quase que automaticamente, geralmente quando estão distraídos em atividades como leitura, assistindo televisão ou dirigindo e quando percebem já estão arrancando os fios.

 

Nesse caso ela é chamada de tricotilomania automática. 

 

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Em casos mais graves as pessoas chegam a comer seus cabelos e pelos.

 

Qual a causa dessa desordem?

 

Estima-se que até 2% da população mundial podem apresentar esse problema e ele acontece igualmente para crianças e jovens de ambos os sexos.

 

Suas causas ainda não são esclarecidas e pode ser que a genética seja um fator desencadeante em alguns casos. 

 

Ansiedade, depressão e TOC, o Transtorno Obsessivo Compulsivo ou outros eventos estressores também podem servir de gatilhos.

 

A deficiência de neurotransmissores como a serotonina, a noradrenalina e a dopamina também pode ser a causa.

 

É importante frisar que na fase adulta são as mulheres que mais procuram por tratamento, o que leva a se pensar que elas são mais acometidas pelo problema, o que não é comprovado. 

 

Em média, 40% das pessoas que sofrem desse mal desenvolvem a tricofagia, o hábito de comer os cabelos arrancados. 

 

Como cuidar?

 

Muitas vezes, por vergonha, a pessoa não conta seu problema para familiares, amigos e médico.

 

Outras apresentam problema com baixa estima e insegurança provocada pela ausência de cabelos e pelos. 

 

Algumas delas chegam ao dermatologista procurando ajuda para tratar das áreas de rarefação do couro cabeludo e para cuidar dos fios existentes.

 

O médico tem como orientação o relato do paciente que, em geral, não sabe se tratar de um distúrbio.

 

De modo geral o paciente precisa de acompanhamento com psicólogo ou psiquiatra e uso de medicação. 

 

Atividades físicas também são orientadas já que elas promovem a produção de endorfina, serotonina e dopamina, substâncias relaxantes e que fazem bem ao organismo.

 

Existem casos que se faz  necessário tratamento dermatológico para cuidar dos danos causados à pele e ao couro cabeludo.

 

Então, você já tinha ouvido falar da tricotilomania? Que tal compartilhar essas informações com seus amigos para que mais pessoas fiquem sabendo dessa desordem comportamental?