O melanoma é considerado o tipo de tumor mais raro e, mesmo assim, representa 3% dos casos de câncer de pele diagnosticados no Brasil. 

Também é o mais perigoso, porque representa alto risco de metástase e pode aparecer em qualquer parte do corpo, inclusive sola do pé, palma da mão e unhas. Embora seja mais frequente no tronco, em homens, e nas pernas, nas mulheres.

Geralmente, ele surge na forma de pintas, sinais ou manchas pretas, marrons ou de outras tonalidades.

Com o avanço da medicina, a possibilidade do diagnóstico precoce e tratamento adequado no início da doença, houve nos últimos anos uma significativa melhora na sobrevida dos pacientes com melanoma.

Quer saber quais são as causas e os fatores de risco dessa doença? Continue a leitura, preparei um artigo especial para falar do assunto com você.

O que é melanoma?

Essa condição é definida como um tipo de câncer de pele. O tumor é considerado maligno e se origina dos melanócitos, as células produtoras da melanina. 

Essa é uma proteína responsável por dar cor e também proteger as camadas epiteliais mais profundas de efeitos nocivos do sol.

Como já dissemos, a doença pode se manifestar a partir de uma pinta ou mancha preta, ou marrom, ou ainda de outras cores.

Pode surgir em qualquer parte do corpo, mas geralmente aparece em áreas que ficam mais expostas. 

Embora seja raro, tem chance de aparecer nos olhos, boca, regiões genitais e anais.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o melanoma é o tipo de câncer de pele com a maior taxa de mortalidade, mas a própria instituição também informa que as chances de cura chegam até 90%, caso a doença seja descoberta e tratada no seu início.

Quais os tipos?

Esse câncer de pele pode atingir praticamente todo o corpo e também apresenta maiores riscos do tumor alcançar outros órgãos. 

Considerando o local onde ele surgiu, e como ele se desenvolveu, a doença divide-se em 4 tipos, que são:

Melanoma extensivo superficial 

É o tipo mais comum, representando 70% dos casos. Possui mais incidência em pessoas jovens, com muitas pintas, e está associado à exposição ou queimadura solar.

Inicia na camada superficial da pele, podendo se espalhar de forma mais profunda. 

Geralmente, manifesta-se a partir de manchas marrons ou acastanhadas claras, ou como pequenos pontos avermelhados, brancos, pretos ou azuis.

Melanoma nodular

O melanoma nodular é o segundo tipo mais comum e o mais agressivo da doença. O tumor cresce de forma rápida, favorecendo o alastramento para outras partes do corpo, já no seu início. 

Esse tipo manifesta-se com o surgimento de uma mancha rígida em relevo ou um caroço na pele, que pode ser na cor preta, azulada ou avermelhada-azulada.

Por crescer rapidamente, é normalmente diagnosticado no seu início.

Melanoma lentigo maligno

Ele é mais comum em idosos que apresentam uma pele danificada pelo sol. 

A doença se manifesta a partir de uma mancha plana, que pode ser preta ou marrom com margens irregulares.

Ela surge nas áreas que ficam mais expostas à radiação solar, como couro cabeludo, rosto, mãos e pescoço.

Melanoma lentiginoso acral

Esse é o mais raro. No entanto, surge com mais frequência em negros, asiáticos e hispânicos.

Ele atinge de forma superficial a pele e aparece nas palmas das mãos, solas dos pés e unhas.

Existe tratamento?

Como em todo câncer, o tratamento do melanoma dependerá do tamanho e do estágio do tumor, bem como do quadro clínico do paciente. 

Após essa análise, o médico poderá orientar:

  • cirurgia para remoção,
  • imunoterapia, 
  • terapia-alvo,
  • radioterapia,
  • quimioterapia.

Somente o profissional, depois da avaliação clínica e dos exames solicitados, é quem poderá, com o paciente, indicar a melhor forma de tratar a doença e proceder o acompanhamento necessário.

O ideal é que ao perceber qualquer alteração na pele, o médico seja consultado o mais breve, para o devido diagnóstico e tratamento. Nessa hora, estou à disposição para ajudar você. Entre em contato.