Estou escrevendo esse artigo no objetivo de atender a questionamentos que frequentemente me fazem a respeito de um assunto muito sério, o Melanoma Acral.

Antes de mais nada, é preciso compreender que a melanina é o principal pigmento na formação da cor da pele e que, quando em situação normal, as células velhas são substituídas por novas.

A exposição excessiva à radiação ultravioleta (UV), situação comum para quem gosta de tomar sol nos horários não indicados, colabora para que as células geradoras da melanina, conhecidas por melanócitos, possam ter o seu DNA danificado.

Esses danos podem ser os responsáveis pela formação de uma massa de células tumorais.

Como resultado surge o melanoma, o câncer mais letal e agressivo para a pele.

Neste artigo, abordarei exclusivamente o Melanoma Acral, um dos subtipos de câncer que possui características diferenciadas das demais e que pode atingir não apenas aqueles que possuem a pele branca, mas, especialmente, pessoas de descendência africana e asiática.

O que é Melanoma Acral?

Esse tumor pode ser confundido com uma micose ou alguma doença benigna, possuindo uma característica diferenciada: ele se desenvolve na palma da mão, na planta do pé e até mesmo nas unhas.

Muito parecido com uma pinta, esse tumor não surge a partir da exposição ao sol, como é o caso dos outros subtipos de câncer de pele.

Quais suas causas e sintomas?

O Melanoma Acral é ainda hoje um mistério para a ciência, pois não está relacionado à exposição ao sol ou a raios ultravioletas.

Suas causas continuam sendo estudadas pela ciência, no entanto, não se conhece um fato específico que ocasione essa doença.

O maior problema é que o seu diagnóstico ocorre em muitas situações de forma tardia, quando o tumor já tomou um estágio avançado, pois, como já mencionado, é muito confundido com algum trauma ou uma micose de pele.

Com relação aos sintomas, o processo se inicia como uma pinta, trauma ou mancha. Nas unhas, por exemplo, pode aparecer como uma linha preta.

Por não causar dor, muitas pessoas desconsideram os sinais e tratam o problema indevidamente.

Diante dessa realidade, é muito importante que ao aparecimento desses sinais uma avaliação seja realizada, pois, quanto antes for diagnosticado, maiores são as chances de sucesso nos tratamentos.

É importante também saber que a evolução do Melanoma Acral possui uma progressão rápida, portanto, vale sempre a atenção para o surgimento e mudanças de:

  • manchas,
  • micoses,
  • verrugas,
  • hematomas.

Existe tratamento?

Agora que vocẽ já sabe o que é, quais são as causas e sintomas, é hora de saber o que fazer diante dessa situação, uma vez que existe tratamento para a doença.

A principal forma de tratamento envolve uma cirurgia, onde a massa tumoral é removida.

Nos casos onde o problema encontra-se nos pés, é possível a realização de um enxerto ou retalho, possibilitando uma recuperação mais rápida ao paciente, uma vez que a região compromete a locomoção.

Os tratamentos quimioterápicos são indicados apenas nos casos mais avançados.

Diante dessa exposição, vale a pena estar sempre atento às mudanças que possam ocorrer em sua pele, inclusive nos locais menos previsíveis, porque o Melanoma Acral acontece de forma rápida e silenciosa.

Caso você tenha mais alguma dúvida a respeito ou esteja incomodado com relação a algum possível problema, marque um horário. Então, poderei examinar e analisar a sua situação.