O ciclo dos fios é dividido em três fases: crescimento do cabelo, repouso e queda.

Na fase anágena (de crescimento do cabelo), o fio cresce continuamente a partir da matriz. Na fase catágena (repouso), a matriz para de crescer, marcando a transição para a fase de repouso. A fase telógena (queda) marca o período de queda do fio, podendo durar entre 2 a 4 meses, quando a produção do fio é reiniciada, renovando a primeira fase do ciclo.

A densidade capilar é variável de indivíduo para indivíduo. Na mesma pessoa pode variar de acordo com o local avaliado e com o avançar da idade. A partir dos 20 anos, a perda de densidade vai se tornando cada vez mais perceptível. É a densidade capilar que dá a aparência da quantidade de fios de cabelo. Muitas vezes, a motivação que leva o paciente a realizar o transplante capilar é a perda de densidade com o passar dos anos.

Uma das queixas mais frequentes no consultório é o aumento das chamadas “entradas” (queda de cabelo nas regiões frontotemporais). Normalmente esta queda já se inicia na puberdade. Por volta dos 20 anos, 5% dos homens apresentam as chamadas “entradas”. Aos 70 anos, 80% vão ter desenvolvido as “entradas”. Muitas vezes, a calvície evolui pela confluência dessas “entradas”, produzindo uma área calva extensa e inestética.

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A velocidade de crescimento do cabelo pode ser alterada em determinadas situações clínicas. As doenças que afetam o bulbo piloso (raiz do cabelo), principalmente as de origem inflamatória e nutricional, podem acelerar ou diminuir a velocidade de crescimento do pelo. Na calvície, existe uma diminuição da velocidade do crescimento do fio. No pós-operatório de transplante capilar, o uso de determinados medicamentos pode acelerar a velocidade de crescimento dos fios, beneficiando o resultado final.

 

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